O passeio dos bardos ao Baldeador

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O passeio dos bardos ao Baldeador Que se dsse um passeio alm das plagas D'esta bella cidade...
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Author: Costa, Floriano Alves da,1825-
Format: eBook
Language: Portuguese
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Author: Costa, Floriano Alves da,1825-
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O passeio dos bardos ao Baldeador

Que se dsse um passeio alm das plagas D'esta bella cidade do Janeiro, Entre si dois amigos1 decidiram, Dando d'est'arte distraco mais ampla s to communs fadigas do trabalho. Foi ento escolhido o amno sitio Que de Baldeador lhe do o nome; E j de antemo fruindo mil prazeres, Descreviam na mente os dois amigos, Os tantos regozijos que se gozam No bello apreciar do bello campo, J contemplando a basta Natureza, J gostando real simplicidade, Que difficil se encontra, ou no existe N'esta nossa cidade populosa! Concebido o passeio, concordaram Que no dia seguinte se embarcassem Em direco ao porto do Coqueiro, De onde ento a p seguir deviam T o sitio por elles destinado, Onde, diante s da Natureza, Que n'esta nossa terra tanto sobra, Resfolegar pudessem os enlevos Que offerece o risonho panorama Das montanhas, dos bosques, dos oiteiros, Onde tanta poesia se rene, Onde a alma do Bardo se extasia, No dce meditar que o arrebata!... Gasto o dia anterior a esse dia Em que tanto pensavam estes jovens, Ao ponto destinado foram ambos Afim de ahi a elles se juntarem Mais dois amigos,2 que tomaram parte No bello distrair d'este passeio, Que to grato prazer annunciava, N'um folgar to ridente. Ahi se achavam Em breve renidos todos quatro, Quando em meio era o dia do seu giro: Almo prazer em todos respirava, Deu-se a voz da partida, eil-os s'embarcam. Em sujo batel da roa, De cargas todo tomado, Entraram os quatro amigos Qual em pensar mais ousado: Cada um j assentado Contemplava o borborinho Que se fazia sentir No to pequeno barquinho. De vinte quatro pessas J elle tomado estava; Mulheres, homens e cargas Tudo mal se acommodava: Entretanto, a tudo dava Maior graa, mais aco, Os ditos que proferia Do tal barquinho o patro. Este, assentado na pppa, Tomando do leme conta, Para seguir a viagem Bem galhardo j se aprompta: A pra do barco aponta Para o sitio desejado; Soltam-se as vlas e v-se J o ferro levantando... O vento a favr Que ento se agitava, No barco empregava Toda actividade, Que em breve a cidade Nos fez to distante, Que olhar penetrante No mais descobria. Na vasta bahia Ento nos achmos, E a vista espraimos Em seus arredores: Os bellos verdores Das ilhas formosas, Serras alterosas Fomos contemplando. Fomos desfructando Todo o panorama, Que assaz se darrama N'esta bella terra, Aonde se encerra Tanta poesia, De noite e de dia, Em todo o lugar... N'estes bellos contemplar Todos engolfados iam, Que nem ao menos sentiam Do sol os ardentes raios. Tal era o contentamento Que a todos dominava, Em tudo graa se achava, Tudo era riso e ventura. Esquesitos pensamentos Pelo patro emittidos, Feriam mais os sentidos Da bella reunio. Pois ninguem mais desejava Do que ns, se divertir; Em todos, dce sorrir Ineffabil se mostrava. Entanto o activo vento Mais e mais se redobrava, O barco quase voava Impellido pela fora; T que tanto foi crescendo E a tal ponto se elevou, Qu'em breve se rebentou Uma das duas esctas. Aos gritos de--frra a vla-- A risada foi geral, Fazendo-se mais cabal O nosso divertimento. E em taes brincos Nos engolfando, Fmos passando Toda a bahia. Em todos, prazer Se manifestava, Em todos reinava O contentamento, E em complemento A dce alegria De todos se via No rosto expressar. De tantos enlvos Foi o s motr, O Baldeador J to desejado! E tudo j tendo Bem analisado, Conforme o ensejo Nos foi permittindo, De--terra--uma voz Se deu, e ns todos Do barco da roa Nos fmos saindo. Ento avistmos, Mesmo nossa frente, Um alto coqueiro J envelhecido, O qual nome deu Ao porto, que achmos De curta exteno, Mas appetecido. Pequenas casinhas, Em numero breve, De tsco trabalho, Sem ordem alguma, Postadas em fila Ao longo da praia... Do Coqueiro o porto Este , em summa. E j em terra todos, espraiamos A vista ao derredor do porto ameno; Tudo n'elle animava, e assaz se via A Natureza em tudo derramada N'este sitio to bello e pitoresco. Aqui, de uma janella se mostrava Como que a mdo a pdica donzella; Ali, o ancio curvado de annos Desfructava do porto a vista bella; Estes, debaixo dos tamarinheiros, Que em frente s casas ficam, junto praia, Abrigados do sol, se distraiam C'os novos viajres que saltavam.... Oh! como bello o habitar bem longe, Bem longe, das cidades grandiosas! Ali, a Natureza em toda a parte, Nos homens e animaes, na flr, nas hervas, Nas casas, nos costumes dos seus povos; Aqui o luxo e o estridor dos carros D'esses grandes do mundo... e o labyrinto... Tudo confuso, tudo bulio.... Oh! como bello o habitar bem longe, Bem longe das cidades grandiosas! Desfructa-se do campo almos prazeres, No campo o home'em tudo s'extasia!... E ahi ns tendo Pago ao patro, E as nossas malas Tendo na mo; Dce espano Dmos vista, Pois que no porto Nada contrista. A estrada fmos Depois tomando, Que em frente 'stava Se nos mostrando; Fomos caminhando... Por todo o passeio Tudo era alegria, Tudo era recreio. E a casa avistmos, emfim, Que pz cabo viagem comprida; N'ella, a simplicidade esculpida Ns achmos, no aspecto singelo. Isolada n'um campo, onde finda Mui custosa ladeira, escarpada, Sem abrigos ao vento, assentada Ns a vimos, e pois a sadamos. Oh! ento a alegria se fez Dignamente expressar em ns todos; O contento se via nos modos, Nas aces, nas palavras, nos rostos. J da casa as pessas se apinham, E contentes nos vm receber; Seus olhares expressam prazer, Tudo natureza e bom grado. A cancella transpuzmos E na casa nos achmos; Declinava o sol ento, E mesa nos sentmos, Pois da fome j em ns O effeito era sentido; Bem depressa devormos O que ento nos foi servido. E tudo acabado Deixamos a mesa; Fmos logo vr Do sitio a belleza. Na casa, pois, frequencia limitada Ns tivemos, porque smente o bosque, O caminho, de matos abastado, A si nos atraiam por um modo Bem custoso de assaz o expressarmos: Ahi, sob uma arvore frondosa, Qual a do Brasil bella mangueira, A sombra desfructava-mos contentes A mais dce emoo de almos favres, Quaes os que a Natureza ha concedido A este nosso paiz de primavera! O regato que foge mansamente, Em seu curso contnuo, murmurando, Que aps si as aras e as pedrinhas Leva, no deslisar do seu caminho; O meigo sabi, terno ao ouvido Quando a sua cano gorga alegre; O alvi-negro colleiro, cujo nome, Amplamente lhe expressa a apparencia; O serrador, passarinho, que n'um galho Sempre pulando, arremedar parece Da serra o exercicio na madeira; O veloz beija-flr, esvoaando, E no ar se retendo, p'ra d'est'arte Melhor fruir da flr o doce succo; A leve mariquita, a borboleta, De lindissimas cres matizada, Que nos deleita a vista, e em ns desperta O poder vasto do Arbitro do Mundo.... Tudo isto para ns era um portento, Tudo em ns era grande! e este espetac'lo Bem longe de encontrarmos nas cidades, Ns juntos contemplmos, enlevados, Bebendo a longos tragos gozos tantos, Quantos pdem fruir peitos amigos, Que unidos desde a infancia, se engolfavam Agora meditando n'estas obras To grandes, to sublimes, da Natura: Dois peitos, que da idade dos errores Saram, para entrar na dos pensares, Sempre juntos, e sempre alegres, dando Mais um culto Amizade, a cujo throno De per si elles mesmos se elevaram, Quando dos annos no verdr brincavam, Quando suas idas similhantes Pouco longe avanavam dos limites Prescriptos a idades to nascentes.... --Era pequena arvore plantada, Por mo experiencia pouco affeita, Para depois seus ramos alongando, Chegar ao crescimento precisado E offerecer o saznado fructo: Essa arvore crescida j bastante, E o fructo seu gozamol-o mutuamente. Assim meditando, Do dia primeiro Passamos o resto: E quo lisongeiro Nos foi tal deleite, O ar respirando Do bosque, to puro! At que escuro Tornando-se o dia, No mais se podia Do Baldeador Os sitios notar. E ento para casa nos fmos Muito prestes todos reunir, E ahi conversando, tivemos Varias coisas com que distrair. Referimos, por tanto, o que achmos, E o que vimos de mais agradavel; Para ns tudo era sublime, Tudo era bem admiravel. E parte da noite Assim ns passando, Depois a findamos O solo jogando; Pois fra da crte De noite, o passar mo, no havendo Um bello luar. E foi justamente O que aconteceu; O jogo, por tanto, Logo appareceu. Alta era a noite quando repoismos Os j bastante fatigados membros; E ainda assim achava-mos bem curto O espao que tivemos n'esse dia Para vr tudo, tudo apreciando; Pois a noite tomou-nos pressurosa Na nossa digresso to animada, To cheia de elevados pensamentos! O dia desejava-mos que em breve Nos viesse fazer deixar os leitos: E a estes desejos, que do peito eram, Fazia-mos juntar os promenores Dos passeios que, ao nascer d'alva, Havia-mos de dar; pois que ns ambos Idas possuindo assaz ardentes, Parecia-nos pouco tudo quanto nossa vista se nos amostrasse! Mas ah! que em face de desejos tantos Tivemos de ceder bem humilhados, No mais cuidando da manh seguinte Nos passeios que havia-mos pensado! Oh! que a noite tornou-se bem espessa! O trovo foi ouvido.... e aps momentos Manifestou-se a chuva em abundancia!... Tudo foi instantaneo; incontinente A tristeza se fez igual em todos, Grande parte cabendo aos jovens Bardos Que infructifero viam o passeio. A chuva foi annuncio de m nova: A chuva distruiu quantos projectos Se tinham feito do passeio ao campo. E ambos de tristura possuidos, A nada atingiam mais, seno o como Na roa passariam hinvernados. Todos, n'estes e n'outros pensamentos Pouco e pouco nos fmos entregando Ao mole somno, a que emfim cedemos Da chuva ouvindo o susurrar monotono. O repoisar foi breve, que avanada J era a noite, quando adormecmos! Do dia apenas se mostraram raios Pelas frestas da casa, dispertmos, Para depressa o leito abandonarmos, Para nos embrenhar no espesso bosque; Pois que por cumulo de felicidade O dia se tornra to brilhante, Como se no houvesse antes chovido. Bem dissemos o co, do co em face, Admirados de prodigios tantos, Tomando por favr d'alta valia Esta mudana, assaz inexperada! S de Deus a vontade omnipotente Tornar nos fez alegres, quando antes Em triste meditar eramos todos. Procurmos ento do rio as graas Para aos nossos passeios dar como: D'elle, margem sentados, nossas vistas To vidas de encantos, espraimos Pelos contrnos todos.... quo sublime Se nos mostrou ento a Natureza!... A par da solido to agradavel, Qual a do campo ao despontar da aurora, Gozava-mos prazeres eminentes Tudo gostando e tudo admirando! Oh! como bello o habitar bem longe, Bem longe das cidades populosas! Como dce ao nascer da manh clara Ouvir o meigo canto dos volateis To lindos, to gentis, da nossa terra! E estes, o seu gorgeio modulavam Como o hymno cadente offerecido Ao no cu e na terra omnipotente, Ao Deus Senhor d basta Natureza! Assim elles sadavam bem contentes O despontar do dia magestoso Que, como ns, talvez no esperassem! Sadavam do Senhor a s grandeza No ldo gorgeiar to innocente!... O verde bosque, a relva rociada; O cantico das aves, to sadoso; O ar to puro da manh serena, Do adusto sol ainda recatada; As arvores frondosas, verdejantes, Em fim, a Natureza admirmos N'estes e n'outros quadros bem tocantes! Oh! que o sabio pincel na mo do homem, Inda tocando do sublime a mta, Jmais pde imitar grandeza tanta! Uma empresa tamanha no lhe dada: Feitura d'estes quadros, Deus somente Em Sua Omnisciencia fazer pde!!.. E assim meditando Na vasta Natura, As nossas idas Pareciam ser Uma s factura. Ammos do campo A magna belleza; Ammos dos bosques A tanta soido, Tanta singeleza! Enlevados gozmos assim A mais terna, a mais dce emoo, Engolfados em idas que, juntas, Pareciam de um s corao! Pareciam de um s corao Os enlevos de almas to dadas; E as nossas aces se formavam No pensar mais profundo escudadas. Taes eram as delicias que tornavam Nossas almas assaz extaseadas, E sempre assim, jmais tempo perdemos, Tudo quizemos vr, e tudo vimos! Longas estradas, de abastado mato Orladas na exteno indefinida, Cortadas de outras tantas, que conduzem Os viandantes a diversos pontos, Ora direitas, ora tortuosas, Alteadas aqui, ali suaves, Irregulares todas, e de rios s vezes atalhadas; estas estradas To solitarias sempre, e s deixando Ouvir a intercalada melodia Dos tantos plumi-varios passarinhos; D'estas estradas percorrmos parte, E apenas encontrvamos de espao Cavalgaduras guiadas por seus donos, Que desciam ao porto, conduzindo Os cerees, productos recolhidos, Das lavouras alm d'esses lugares. E os poucos passageiros Que encontrvamos, mostravam Um caracter bem civil, Bem cortezes nos saudavam. s vezes alguma coisa, S por curiosidade, Inquiriamos, e sempre Respondiam com bondade; Perguntando ora o destino De to diversas estradas, Ora as distancias, o fim, E as respostas eram dadas. Eis emfim j descripto quase tudo Quanto fizemos, quanto de agradavel Achmos no Baldeador, no biduo espao, Em que tantos prazeres desfructmos No bello apreciar dos bellos campos; Porm inda foroso que se digam Duas palavras mais, p'ra concluir-se O trabalho expontaneo que propuz-me. esquerda da estrada e pouco antes Da casa, onde passmos estes dias, E aonde recebemos os mais puros Gazalhado e franqueza permittidos; Esguardmos mui simples fontesinha Abandonada ahi ao tempo--a tudo. Ao passarmos por ella, contemplmos Como triste e ssinha dimanava, E aprecimos n'ella a Natureza, Quo prodiga em seus bens offerecia N'aquella sua obra, to propicia, O dce refrigerio ao viandante, Libando a cristalina e pura lympha; Mas, faltava-lhe o meio que fizesse Chegar a tanto a sua utilidade, Pois que em breve bacia pedregosa A lympha de cristal se concentrando, Deslisa-se depois, par seguindo Por junto do caminho, ao morro junto. Ententmos, portanto, para ella Dos tantos cuidados nossos, uma quota Dedicar, e o fizemos promptamente; E, tanto quanto coube em nossas foras, Empregmos, e aps edificou-se Pequeno chafariz que foi por ambos Erigido em memoria do passeio Que fmos dar a to jucundo sitio! Nenhum merito existe n'esta obra, Que trabalho imperfeito, e no permitte A durao dos sec'los, desejada; Porm n'ella quizmos to smente Chamar a atteno do viandante A contemplar o monumentosinho Em que (nos divertindo) offerecemos Util servio quelles que o quizessem. Este nosso trabalho foi saudado Por juizos sensatos, em que viam Distraco to smente de dois jovens; Porm, a par das bas intenes, Vinha tambem o genio malfazejo, Que nada podendo vr de utilidade, De tudo distruir se regozija: E o nosso chafarisinho, to humilde. Soffreu a distruio que almas mesquinhas, Por dce galardo, lhe offereceram!... Toda a sua belleza reduziu-se Ao primitivo estado, e a pobre fonte Deslisa agora humilde, como d'antes, Por junto do caminho, ao morro junto! E agora nem mais Existe um signal, Que indique quem passe Um trabalho tal. Que a pobre, coitada! Soffreu, como tudo, Do genio do mal O mesquinho estudo. Embora quizesse Seu garbo ostentar, Por fora lhe havia O mal atacar; Pois este contagio Em tudo se v; Remedio no ha: Tambem, para qu? Sublimes colossos, Obras grandiosas, Nada pois resiste As furias damnosas. E a pobre, coitada! Soffreu, como tudo, Do genio do mal O mesquinho estudo. Agora, nem mais Existe um signal, Que indique a quem passe Um trabalho tal!... E dois dias passmos, bem contentes, N'estas e n'outras distraces to ternas, Que penna e ida nos escapam: Dois dias, que talvez bem tarde, ou nunca, Teremos de gozar, como esses dias, Em que tanta amizade se rena, Casadas no pensar dos jovens Bardos. Tantas recordaes, enlevos tantos, Assaz nos preoccupam inda, e damos Largas ao pensamento, cogitando Uma por uma as scenas de que fmos To gratas testemunhas; e uma por uma To intimas idas vem, dos Bardos, Poisar junto das bellas reflexes. Oh! salve dias felices to formosos! Salve, Baldeador, a ns to caro! Tua imagem jmais ser riscada Das nossas recordaes, assaz sinceras! E quando era a tarde J adiantada, E j nossas malas Stando preparadas, Ento terno adeus Dissemos, sadosos, Do Baldeador Aos sitios formosos: toda a familia Com quem nos achmos, Nossa gratido Assaz penhormos; Pois ampla franqueza Nos foi offertada, Desde que no sitio Fizemos entrada!... Tomando emfim a estrada, a p seguimos, Contristados bastante das lembranas. Despertadas em ns a cada instante Que o Baldeador nos recordava, E assim andando sempre, era j noite Quando na joven Nictheroy entrmos, Onde embarcados O mr passmos, E assim chegmos vasta crte. E d'ella j em terra, pressurosos, Buscmos nossos lares, j pensando Que um dia depois entrar deviamos Nas to communs fadigas do trabalho! .................................... Foi assim o passeio terminado Que ser para ns sempre lembrado. ......Buy Now (To Read More)

Product details

Ebook Number: 24619
Author: Costa, Floriano Alves da
Release Date: Feb 15, 2008
Format: eBook
Language: Portuguese

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